domingo, 8 de novembro de 2009

Eu, ela e a calota de um carro

Para os desinformados isso na foto é uma calota


Uma noite de sexta-feira no bar entre amigos, desconhecidos e talvez inimigos. Muito papo, bebidas, brincadeiras, risos, fotos, olhares e desconcertos. Vamos nós falando com os olhos e nós evitando com as palavras. Mudança de bar, mudança de atitudes. Bar cheio, minha vontade de beber e a dela de ir embora.

- Vamos assentar aqui no meio fio mesmo.

Pela manhã ela parecia ter uma resposta, mas as horas são incertas e tudo pode acontecer junto com o entardecer e acho que foi isso que aconteceu. Agora enquanto todos bebem estamos os dois assentados de frente pra calota de um carro e tentamos chegar a um destino. Mas pessoas indecisas e com mais de uma escolha, sabem lidar com isso? Não, com total certeza digo que não. Mas tive que pagar pra vê. Assunto iniciado. Falo, falo, bebo, bebo e ela ouve, ouve e pouco fala. Uma mão santa (Sandim obrigado) chega com mais um copo cheio. Então reabasteço e começo novamente. Falo, falo, bebo, bebo, ela ouve, ouve e dessa vez resolve falar. Diz, diz e não fala quase nada. Como sempre a única coisa que mais deseja é fugir da situação e diz que prefere ir embora. Escolhas são escolhas, destinos são feitos de escolhas. E assim terminou algumas coisas, inclusive a noite. O que isso tudo diz pra mim? Não sei bem, só sei que estou bem e continuo minha vida, afinal de contas nem relógio para e parece que cada vez mais essa frase faz sentido.

Tenho escrito muito sobre coisas pessoais de forma muito estranha (explicitas). No fundo sempre escrevi sobre elas, mas não da forma que tem sido escritas, por isso acredito que esse seja o ultimo texto desse estilo. Gosto mais de sentimentos entrelinhas.

5 Pedaços de sabedoria:

ana sandim disse...

Acredite a Sandim sempre estara por perto... e eu ja deu meu conselho não vou repetir. adorei . o texto Bjos e quando escreveremos mais?

Afinal ja deu comida pro seu ratinho hj.. ( ta mais para porquinho da india) rs

Marcos Medeiros Raimundo disse...

Acredito que essa sinceridade não passa apenas a questão do estilo, mas sim da coragem, acho que toda a fantasia é mais para nos esconder que qualquer outra coisa.
Mas há um porem, quando se fantasia, se deixa genérico e assim há uma identificação maior dos leitores pois assim eles aplicam situações da sua vida na história fantasiada.

Agora até onde vale ser corajoso ou "artístico" eu não sei, aí temos uma questão de objetivos. Ou de inspiração.

Natália Oliveira disse...

Eu tô tentando comentar esse texto, mas primeiro o hamster ao lado não deixou e agora meu ciumes da ana num deixa. Mas gostei da sua sinceridade. Seus textos mudaram muito.

Débora disse...

"nem relógio pára"
e só agora consigo ver que essa frase faz sentido pra mim também... assim como todo o texto...
e eu que sempre me perco em algumas coisas por aqui, dessa vez não me perdi.

B. disse...

manda teu e-mail para mim...o bia agora é restrito somente para leitores ^^"

e...como a débora disse...faz sentido para mim também.

bi.cp@hotmail.com