O texto é grande, mas o sentimento nele descrito é maior ainda. Então leia, perca alguns segundos aqui e ganhe em dobro com o final da leitura (pretensioso né?! rsrsrs) Se não gostar pelo menos eu tentei.
Tudo começou com uma sexta e pessoas frenéticas no twitter, no que isso resultaria? Lógico encontro de amigos e boas recordações. Tudo marcado e mais uma vez começamos a saga da desconstrução. Não compareço na hora marcada. Nem tudo é só alegria. Mas isso é questão e horas. Troco de roupa. Antes uma pausa pra pensar em qual blusa colocar. Porque não a toda rasgada? Se eu trouxer pra você três laranjas. Uma delas com a casca normal, outra descascada e a terceira, com partes da casca descascada. E te perguntar qual delas é laranja? Qual delas tem sabor de laranja? Você com certeza iria responder que ás três. A mesma coisa acontece comigo, não é a minha casca (roupa) que vai fazer o conteúdo mudar ou ser outro. Serei o mesmo João de sempre. Acho que estou vivendo a desconstrução sem perceber. Chegado o momento do encontro. Quanta alegria, olhos brilhantes, música, gente, muita gente, bebida e é lógico o tão falado vidoke. O que nós resta? CONFRATERNIZAR. Tenho total certeza que, o dito “quem canta seus males espanta” é o mais puro e verdadeiro ditado popular. Vi males, problemas e tristezas irem embora diante do microfone e bons amigos.
Cantamos, bebemos, dançamos, até brigamos (amigos brigam! Brigam por se gostarem demais e sabem reconhecer isso). Vimos mais uma vez às histórias de cada um serem cantadas nos pedidos das musicas. Teve de tudo, desde Nx0 a Xuxa e o hino coreografado de Luan e Vanessa, “....O teu nome eu escrevi na areia...” (Quatro semanas de amor). Como foi divertido tudo isso. Fim de noite, ou melhor começo de dia. Uma certa “viagem” e deixamos uma amiga em casa. À volta ainda nos reservava uma furada de pneu, ou quase isso. Em fim em casa, não minha casa, mas a recepção foi tão boa quanto. Dormi, acordei com pessoas novas em casa e um sol que já indicava que o dia seria mais quente e alegre do que aos últimos dias. Levanto cedo, mesmo dormindo tarde. E já recebo de cara um convite, pra voltar a um lugar que já tinha indo antes (e nas mesmas condições. Ou seja virado da balada). Não recusei. Troquei de roupa e fui com a câmera do João ao encontro de crianças que fazem parte do projeto Banderantes, na qual Nélio me apresentou. São crianças da periferia que dão um banho de ensinamentos a cada segundo. Olhares de realidade, às vezes até cruel, e que te faz sentir um pouco deslocado, mas elas te acolhem sem preconceitos, pra elas não importam sua cor, onde mora, ou que faz. Só querem saber o que você trás de novo pra elas. Elas são curiosas!
Voltar pra casa, (que ainda não é a minhas) e fazer acontecer o amigo oculto livristico de fim de ano. E fizemos, chamamos todos os amigos novamente, compramos o de comer e o de beber, ligamos uma música demos uma arrumada na casa e começamos a saga da busca dos convidados. Quando menos esperávamos, já tínhamos uma confraternização de intercâmbio cultural. Conseguimos reunir em um só lugar pessoas de quase toda a Minas Gerais. Tínhamos povos de Cláudio, São José do Jacuri, Barbacena, Itaúna e principalmente Belo Horizonte. Tanta diversidade, pensamentos, pessoas bonitas, mentes inteligentes, sentimentos, amizades que todos nós em certo ponto da noite resolvemos ter diálogos mais sinceros e verdadeiros e saímos em “missões diplomáticas”. O que isso significa? Acho, ou melhor tenho, certeza que é melhor ficar somente nas lembranças de bons momentos de cumplicidade. Fotos, selaram e congelaram alguns momentos que com certeza vamos contar pra filhos e netos. Noite adentro íamos confraternizando, na cozinha durante o preparo da comida, bebida, no quarto com conversas, na sala, na televisão (A Clara, protagonizou uma ótima pauta pro cilada. “Como assistir o seu programa favorito na balada.” Que cilada em moça?!) na mesa, na varanda, não tinha espaço marcado, tínhamos somente vontades.
O amigo oculto livristico não aconteceu, mas acho que assim foi melhor, pois a história em si daria um livro, e esse sim, merecia ser compartilhado por todos. Continuamos a noite com mais dança, luzes apagadas, músicas e boas gargalhadas. Algumas pessoas se dissipam e quando menos esperamos, estamos todos ajeitados em algum cantinho confortável e nos rendemos ao sono. Já é dia mais uma vez. Uma ida pra cozinha, assentar no chão e deixar com que a brisa do dia lave seu rosto ao lado de uma boa companhia não tem preço. Melhor tem sim. Preço de um carinho e de um desabafo do que foi a noite anterior, um preço bem barato. Aos poucos a casa desperta, mais uma “arrumada” na bagunça e pegamos o caminho de casa. Cansado? Diria que fisicamente sim! Porém mentalmente e de alma me sinto limpo e livre de qualquer coisa ruim. Estava pronto pra recomeçar minha semana de alma lavada. Ainda tive uma longa caminha até em casa, porém foi feito com uma pausa no supermercado, um café da manhã entre amigos de Itauna, gargalhadas, uma inflamação surgiu do nada no ombro da Aline. Algumas reclamações de exaustão, mas nada que boas gargalhadas não resolvessem. Enfim chego em casa (dessa vez minha casa mesmo). Um banho e encerrava meu domingo de alma e corpo lavado. Obrigado amigos, que mais uma vez me proporcionaram momentos indescritíveis, apenas vivenciáveis com toda intensidade existente nesse vasto mundo. E que venha os próximos, que 2010 não seja somente mais um ano. Que ele seja O SENHOR ANO.
E VIVA A DESCONTRUÇÂO, QUE A CADA DIA CONSTROE MAIS LAÇOS VITALICIOS ENTRE NÓS.








