segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Confraternização e intercambio cultural

O texto é grande, mas o sentimento nele descrito é maior ainda. Então leia, perca alguns segundos aqui e ganhe em dobro com o final da leitura (pretensioso né?! rsrsrs) Se não gostar pelo menos eu tentei.

Tudo começou com uma sexta e pessoas frenéticas no twitter, no que isso resultaria? Lógico encontro de amigos e boas recordações. Tudo marcado e mais uma vez começamos a saga da desconstrução. Não compareço na hora marcada. Nem tudo é só alegria. Mas isso é questão e horas. Troco de roupa. Antes uma pausa pra pensar em qual blusa colocar. Porque não a toda rasgada? Se eu trouxer pra você três laranjas. Uma delas com a casca normal, outra descascada e a terceira, com partes da casca descascada. E te perguntar qual delas é laranja? Qual delas tem sabor de laranja? Você com certeza iria responder que ás três. A mesma coisa acontece comigo, não é a minha casca (roupa) que vai fazer o conteúdo mudar ou ser outro. Serei o mesmo João de sempre. Acho que estou vivendo a desconstrução sem perceber. Chegado o momento do encontro. Quanta alegria, olhos brilhantes, música, gente, muita gente, bebida e é lógico o tão falado vidoke. O que nós resta? CONFRATERNIZAR. Tenho total certeza que, o dito “quem canta seus males espanta” é o mais puro e verdadeiro ditado popular. Vi males, problemas e tristezas irem embora diante do microfone e bons amigos.

Cantamos, bebemos, dançamos, até brigamos (amigos brigam! Brigam por se gostarem demais e sabem reconhecer isso). Vimos mais uma vez às histórias de cada um serem cantadas nos pedidos das musicas. Teve de tudo, desde Nx0 a Xuxa e o hino coreografado de Luan e Vanessa, “....O teu nome eu escrevi na areia...” (Quatro semanas de amor). Como foi divertido tudo isso. Fim de noite, ou melhor começo de dia. Uma certa “viagem” e deixamos uma amiga em casa. À volta ainda nos reservava uma furada de pneu, ou quase isso. Em fim em casa, não minha casa, mas a recepção foi tão boa quanto. Dormi, acordei com pessoas novas em casa e um sol que já indicava que o dia seria mais quente e alegre do que aos últimos dias. Levanto cedo, mesmo dormindo tarde. E já recebo de cara um convite, pra voltar a um lugar que já tinha indo antes (e nas mesmas condições. Ou seja virado da balada). Não recusei. Troquei de roupa e fui com a câmera do João ao encontro de crianças que fazem parte do projeto Banderantes, na qual Nélio me apresentou. São crianças da periferia que dão um banho de ensinamentos a cada segundo. Olhares de realidade, às vezes até cruel, e que te faz sentir um pouco deslocado, mas elas te acolhem sem preconceitos, pra elas não importam sua cor, onde mora, ou que faz. Só querem saber o que você trás de novo pra elas. Elas são curiosas!

Voltar pra casa, (que ainda não é a minhas) e fazer acontecer o amigo oculto livristico de fim de ano. E fizemos, chamamos todos os amigos novamente, compramos o de comer e o de beber, ligamos uma música demos uma arrumada na casa e começamos a saga da busca dos convidados. Quando menos esperávamos, já tínhamos uma confraternização de intercâmbio cultural. Conseguimos reunir em um só lugar pessoas de quase toda a Minas Gerais. Tínhamos povos de Cláudio, São José do Jacuri, Barbacena, Itaúna e principalmente Belo Horizonte. Tanta diversidade, pensamentos, pessoas bonitas, mentes inteligentes, sentimentos, amizades que todos nós em certo ponto da noite resolvemos ter diálogos mais sinceros e verdadeiros e saímos em “missões diplomáticas”. O que isso significa? Acho, ou melhor tenho, certeza que é melhor ficar somente nas lembranças de bons momentos de cumplicidade. Fotos, selaram e congelaram alguns momentos que com certeza vamos contar pra filhos e netos. Noite adentro íamos confraternizando, na cozinha durante o preparo da comida, bebida, no quarto com conversas, na sala, na televisão (A Clara, protagonizou uma ótima pauta pro cilada. “Como assistir o seu programa favorito na balada.” Que cilada em moça?!) na mesa, na varanda, não tinha espaço marcado, tínhamos somente vontades.

O amigo oculto livristico não aconteceu, mas acho que assim foi melhor, pois a história em si daria um livro, e esse sim, merecia ser compartilhado por todos. Continuamos a noite com mais dança, luzes apagadas, músicas e boas gargalhadas. Algumas pessoas se dissipam e quando menos esperamos, estamos todos ajeitados em algum cantinho confortável e nos rendemos ao sono. Já é dia mais uma vez. Uma ida pra cozinha, assentar no chão e deixar com que a brisa do dia lave seu rosto ao lado de uma boa companhia não tem preço. Melhor tem sim. Preço de um carinho e de um desabafo do que foi a noite anterior, um preço bem barato. Aos poucos a casa desperta, mais uma “arrumada” na bagunça e pegamos o caminho de casa. Cansado? Diria que fisicamente sim! Porém mentalmente e de alma me sinto limpo e livre de qualquer coisa ruim. Estava pronto pra recomeçar minha semana de alma lavada. Ainda tive uma longa caminha até em casa, porém foi feito com uma pausa no supermercado, um café da manhã entre amigos de Itauna, gargalhadas, uma inflamação surgiu do nada no ombro da Aline. Algumas reclamações de exaustão, mas nada que boas gargalhadas não resolvessem. Enfim chego em casa (dessa vez minha casa mesmo). Um banho e encerrava meu domingo de alma e corpo lavado. Obrigado amigos, que mais uma vez me proporcionaram momentos indescritíveis, apenas vivenciáveis com toda intensidade existente nesse vasto mundo. E que venha os próximos, que 2010 não seja somente mais um ano. Que ele seja O SENHOR ANO.

E VIVA A DESCONTRUÇÂO, QUE A CADA DIA CONSTROE MAIS LAÇOS VITALICIOS ENTRE NÓS.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Uma boa noite de sono

- Posso apagar a luz?
- Pode sim.

Sinto vergonha e um pouco constrangido. Eu sentindo essas coisas, realmente era uma situação embaraçante. Imaginar que você está em um quarto e que tem mais 5 meninas do lado de fora, faz você sentir sede e não ir a cozinha. Depois de deitado e passado uns 5 minutos, já me sinto em casa. Ela estava lá, deitada ao meu lado. O que nos separava? Um banco e a algumas atitudes ou seria vontades? Não sei. Talvez seja sono mesmo. Mas, o mais engraçado foi que mesmo os dois morrendo de sono, foram tomados por uma insônia e chegamos a conclusão que era pelo fato de eu está em um lugar que não é meu e ela está com uma pessoa que não é dela no quarto dela.

Passamos um bom tempo conversando. Era uma pergunta, uma resposta e minutos de silencio. Nesse minuto eu pensava na pergunta que tinha sido feita, na resposta e ainda sobrava tempo pra pensar na próxima pergunta. Às vezes a pergunta era:

- Já dormiu?

Ficava na expectativa pra que a resposta fosse não. E confesso que a maioria foi não. O desconcerto foi passando, as perguntas acabando e o sono chegando. O que nos resta? Não sei, poderia dormi, ou lutar contra essa vontade e continuar a conversar. Acabamos involuntariamente optando por dormi, e em um breve silencio os dois dormiram. Dormiram talvez pra ficar mais próximos, ou pra sonhar um com o outro e poder a corda e vê que sonhos podem se realizar.

O dia nasce, os pássaros cantam e a luz insiste em entrar no quarto, passos no corredor, a vergonha volta a pairar, mas quando olho ao lado e a vejo ainda dormindo, me sinto seguro novamente. Por fim os dois estavam acordados, tinham que levantar, mas o que é à vontade de ir embora perto da vontade de ficar? Fiquei. A desculpa era o sono (na verdade sentia muito sono) mas queria mesmo era poder desfrutar mais do momento. Não dormimos, apesar de termos dito, que iríamos ficar mais pra dormi. Gastamos mais uma hora e meia em novas perguntas, pensamentos e vergonha. Uma mensagem e agora não tem como mais ficar. Nós levantamos e saímos. Um tchau pro prédio e descemos a avenida do contorno, contornando as nossas vontades, noite, sonhos e amizade.....

domingo, 6 de dezembro de 2009

Confraternização

Ouso-me a começar esse texto dizendo que já tive minha virada do ano. Antecipada? Não, apenas no tempo certo e com pessoas certas. Tudo começou com a idéia de uma confraternização. “Confraternizar o quê?” Perguntei a ela, e ela me disse que não sabia, mas que podia ser à noite do doce. Algumas mensagens trocadas, ligações e a confraternização, dava-se inicio. Ao longo da noite recebo a visita do Athos, Portos e Aramis (Três mosqueteiros da desconstrução). Era sexta e tudo começava. O que esperar de uma noite como essa? Bebedeira, musicas, conversas, comidas e boas risadas, porém tivemos mais, muito mais. Tivemos, sentimentos, sarau, recordações e encontros. Acredito que a palavra certa é verdade. Tivemos muita verdade.

A noite vai passando, vamos bebendo, e conversando. Quanta coisa pra falar, quantas afinidades começam a se cruzar, quantos sentimentos estão expostos e declarados. Corpos e copos no chão, cerimônia não teve muito espaço nessa roda. Queríamos falar, e falamos e como falamos, filmamos, e descontruimos. Porém também construímos. Foi tudo tão espontâneo e com uma cumplicidade fora do comum. Éramos amigos de anos e não sabíamos, ou estávamos afastados pelos destinos da vida (tudo tem o seu tempo certo). Mas caminhos se cruzam e os nossos se cruzaram no ápice da quebra de valores e conceitos ultrapassados. Está escrito nos olhos de cada um, que temos a certeza que a passagem por aqui é uma só, e que temos que fazer valer está aqui. “Boto fé!” Enquanto uns bebem e fazem discursos belíssimos sobre a realidade, outros falam sobre gostos presidenciais, nem que pra isso tenha que ter uma mão na perna alheia (rsrsrs). Confesso que chego a me assustar com tanto conhecimento vindo da mulher que é estereotipada com fútil e só mais um rostinho bonito. O restante dorme. Dormi, é isso que acho que quase esquecemos de fazer.

Continuamos a beber e a conversar mas, dessa vez com as luzes da casa apagada, pois o dia já tinha nascido. Uma prova de residência no fim determina o limite de todos. Nós rendemos a algumas horas de sono. Somos acordados pela campainha, e quando abrimos a porta, nós deparamos com os corredores do prédio igual uma sauna de tanta fumaça, mas o cheiro não era de eucalipto e sim de fogo. Primeiro pensamento é tentar lembrar o que fizemos na noite anterior pra tirar a sensação de culpa. Chama sindico, descobre o apartamento que está sendo incendiado e tenta ajudar, mas o mais sensato e chamar o corpo de bombeiros. Algumas pessoas acompanham o trabalho dos bombeiros, com olhos de criança quando dizia que iria ser bombeiro quando crescer. Fogo apagado, pessoas acordadas e confraternização recomeçava. Uma ida ao supermercado, mais bebidas e comida. Em casa rola o “almoço” enquanto vemos curtas de grandes amigos e ótimos atores. Como é bom isso tudo. Mais tarde chega a Sra. Dona Branca. Como sempre a elegância em pessoa, trás com ela um vinho tinto seco. Um dos mosqueteiros já está na cozinha, surpreendendo os demais com sua habilidade culinarísticas.

Isso tudo era tão fodástico, orgasmático e ovulante. Acho que essas palavras estranhas descrevem melhor essa confraternização. Entramos o domingo com músicas que não marcaram somente épocas. Mas marcaram vidas, famílias, amigos, pessoas, amores, amadurecimento e que fazem parte da bagagem cultural de cada um. Algumas pessoas voltam a dormi enquanto outras contemplam o prazer da chegada do astro rei mais um dia, e de finalizar mais um ano. Assim se faz uma confraternização. Nunca mais perguntarei o que confraternizar. Só lembrarei que não precisa ter motivos pra isso. “É meu jovem”, a vida nos reserva momentos sublimes pra ser descritos com a mesma intensidade na quais foram vividos.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Eram apenas e-mails

Eram apenas e-mails. E-mails de um ano atrás. O que neles estava escrito? Nada demais, apenas diálogos entre duas pessoas que se amavam, mas não tinham consciência do tamanho desse gostar. Ao reler esses e-mails, percebo o quanto fui arrogante, e talvez até frio. Acho que isso era medo de mostrar que estava submisso a essa situação. Mas também tenho que ser honesto, que algumas vezes você procurou algumas respostas mais frias e secas. As conversas começavam bem, ficavam tensas e terminavam com propostas tentadoras pro nosso gostar. No resumo final, isso tudo era muito bom. Hoje percebo o quanto devia ter dedicado mais. O que em resta? Responder o ultimo e-mail que não respondi, mas que a pergunta era:

- Amanhã vamos comprar meu material?
- Vamos sim! Depois nós permitimos ir pra um belo lugar calmo e tranquilo e deixaremos aflorar sem medo desse nosso gostar.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Buscar o amor ou deixar ele me achar?

Cheguei a conclusão de que estou cansado do amor. Quando não o procuro ele sempre me acha e até trás coisas boas, mas quando fico nessa busca desenfreada pelo gostar, sempre me perco e só acho desamores e desafetos. Acredito que essa busca por alguém só tem me magoado. Estou precisando é aceitar os fatos e para de achar que uma nova pessoa mudará isso, quando na verdade essa nova pessoa só vai trazer mais dor e sofrimento. Sempre gostamos do outro com todo cuidado do mundo. O colocamos no pedestal, aí quando falamos desse sentimento pra essa pessoa, ela não se importa nem um pouco e te joga lá de cima, sem se preocupar com o tamanho da sua queda. Não quero mais ingratidão do amor. Se ele que ser ingrato comigo, também serei com ele. A vida não deve ser vivida só de amores, ou falsos amores, ela tem sentimentos melhores pra serem explorados, e é atrás deles que eu vou agora. Atrás das coisas que me dêem prazer e que não sejam do coração. Já estou acostumando com quereres que vem e vão embora antes mesmo deu aproveita-los. Então a partir de hoje, não corro mais atrás do amor ou de gostar. Apenas vou dosar minha vida com um pouco de canalhice e ver aonde isso vai dá. Talvez eu esbarre no amor e ele grite, “Te achei, agora você é meu.”

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Fuga nº 2

Uma nova versão pra música “Fuga nº 1” do Thiago Pethit





Nas minhas realidades eu fujo.

Faço as malas e sumo.

Vou andando depressa pra você não me alcançar.

Viro numa esquina e não paro mais no mesmo lugar;

Em que eu te conheci.

Mesmo se soubesse que você estava lá dessa vez;

Para me dizer pra onde devo ir.

Eu sei que quando anoitece.

Os nosos sonhos estremecem.

Dá vontade de fugir.

Então sigo por ali.

Viro aquela esquina e vou embora daqui.

domingo, 29 de novembro de 2009

Morte


Estávamos os dois na barraca. Deitados no ápice da alegria. Contemplávamos o céu de uma tela vazada na barraca. Tinha muitas estrelas. Fui cometido por uma onda de incertezas, misturado com tristezas, não entendia bem, pois estava feliz até demais, talvez seja isso, acumulei tanta alegria que virou questionamentos. Não a encaro, mas quando percebo estou a perguntando o que ela pensa da morte.

- O que você pensa da morte?
- Já vem você com esse assunto.
- É só uma pergunta. Às vezes eu penso algumas coisas ligadas a isso.
- Eu não penso na morte.
- Mas não é a única certeza do mundo?
- Eu sei. Mas não penso nisso.
- Às vezes porque você acha que ainda tem muito o quê viver. Eu já não penso muito assim, melhor penso e por isso acho que a morte fica cada vez mais próxima. Às vezes penso que o fim chega quando vivemos tudo que tínhamos que viver. Hoje sei que já vivi quase tudo, que o pouco que falta, já está encaminhando pra acontecer. Com isso a morte fica mais próxima.
- Credo, eu não penso assim. Vou viver até ficar velhinha, mesmo sem objetivos, mas vou está viva. Isso. Meu objetivo será ficar viva.
- Hahahaha.... Você me faz rir com seus pensamentos. Eu quero ficar vivo também, mas infelizmente isso não cabe ao nosso querer.

Ela me deu um beijo e pediu que eu não morresse hoje e nem enquanto durasse esse sentimento bom que é viver á vida.